A arte do futuro de Arismendi ou a manifestação de forças estético-terapêuticas num caso de abstracionismo digital
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21987036Palavras-chave:
Abstracionismo digital, arte do futuro, forças estético-terapêuticas, Guillermo Arismendi, presença mentalResumo
Este artigo analisa duas obras digitais do artista visual espanhol Guillermo Arismendi. Para tanto, baseia-se na teoria da complexidade de Edgar Morin e nas teses de Peter Sloterdijk sobre a arte do futuro. Metodologicamente, emprega uma abordagem de estudo de caso único combinada com amostragem teórica. Além disso, o estudo levanta a hipótese de que o abstracionismo digital de Arismendi integra uma possível arte do futuro, onde a configuração de um novo estado mental leva à percepção da arte como um espaço terapêutico-compensatório. Os resultados confirmam essa conjectura, particularmente por meio da correlação observada entre os atributos da pintura de Arismendi –complexidade composicional e cromatismo digital com predominância de azuis- e uma arte do futuro entendida como uma arte da impaciência e da gratificação imediata. Precisamente, essa concatenação é o que fomentaria na obra do artista espanhol o emprego de forças estético-terapêuticas como sinal de uma presença mental capaz de enfrentar a complexidade e a barbárie pós-histórica.
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